Matéria do Jornal O Amigo do Povo, nº6, Julho/Agosto/Setembro de 2023.
Antonio Galego
Nenhum pneu queimado, nenhuma agitação em quartel ou qualquer alarde de setores da burguesia nacional ou internacional, assim foi sentenciada por um órgão máximo da justiça burguesa (TSE) a inelegibilidade de Jair Messias Bolsonaro até 2030, um “mito” para alguns, um “facínora” para outros. O motivo? Pífio. Tamanha semelhança política não poderia ser maior do que os motivos e a impotente mobilização quando do impeachment de Dilma e da prisão de Lula.
O fato é que uma peça está fora (temporariamente) do tabuleiro eleitoral. Quem o colocou pra fora não foi o movimento popular, mas um órgão máximo da justiça burguesa, com a anuência dos demais poderes constitutivos do Estado, inclusive da própria direita conservadora e ultraliberal. A burguesia que apoiou Bolsonaro vê seus interesses econômicos e políticos satisfeitos e continuados pela política do atual governo Lula/Alckmin. Esse é o fato. Não há (para o povo) nenhuma vitória aí. Continuar a ler






No dia 04 de maio foi iniciada a greve dos professores do Distrito Federal. Ela ocorreu em um contexto diferente das anteriores, se deu contra a vontade da direção do sindicato (Sinpro/CUT). Mesmo com sistemáticas falas contrárias e inclusive com tom acusatório contra os defensores da greve a ampla maioria dos professores decidiu pela adesão ao movimento paredista, reivindicando a recomposição salarial e melhores condições de trabalho. O movimento surpreendeu pelas assembleias massificadas e pela participação ativa nos piquetes. 







