Resoluções da 1ª Plenária Nacional do GLP

  1. Em primeiro lugar: deve estar claro que é uma capitulação a um tipo de democratismo burguês e integracionismo dos curdos no Estado turco via partidos eleitorais, etc.
  2. Segundo: as alianças e compromissos táticos dos curdos com os EUA, que se justificavam por um prisma tático-militar, e geraram vitórias militares importantes contra o Estado Islâmico, foi gerando um estrangulamento dos objetivos estratégicos de consolidação de Rojava e de uma política anti-imperialista para a região. O consequente isolamento político em relação aos grupos de resistência árabe no Oriente Médio, a dubiedade em relação a Israel e ao sionismo, a remodelação da Síria em favor dos interesses estratégicos dos EUA (apoiados por Israel e Turquia), geraram um “beco sem saída”. Isso se encaixa no que Abraham Guillen falou sobre a guerra: “Os sucessos táticos que constituem, a longo prazo, derrotas estratégicas, devem ser evitados por todos os meios.”
  3. Terceiro: É necessário fugir da romantização ocidental acrítica que dominou setores libertários, progressistas e de esquerda ao redor do mundo. É um momento pra aprendermos com os nossos próprios erros também. Não desconsiderar a experiência da luta curda, inclusive seguir em solidariedade no que diz respeito à luta contra a violência das potências regionais e imperialistas, mas fazer uma análise crítica rigorosa, sem “passar o pano” e sem renovar romantizações.
  4. Por fim: Não existe “era de paz e de democracia”, como afirma Ocallan, muito pelo contrário. Existe um avanço da hegemonia imperialista estadounidense na região, e um acirramento das tensões militares e geopolíticas no Oriente Médio e no mundo. A definição do PKK vai no sentido contrário do desenvolvimento da situação objetiva, para justificar a sua capitulação democrático-burguesa.
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