Baixe o boletim “Magistério Rebelde” e o cartaz “Não ao golpe estatutário”

No dia 22 de fevereiro um coletivo de professores do Grupo Libertação Popular (GLP) passou em mais de 20 escolas da Ceilândia e Sol Nascente lançando a primeira edição do boletim Magistério Rebelde, um instrumento que pretende defender um novo paradigma de luta e organização na categoria de trabalhadores da educação, assim como colando cartazes contra o “golpe estatutário” arquitetado pela atual diretoria do SINPRO-DF (PT, PCdoB e PSOL). Nas escolas, os professores do povo passaram também na “salinha” dos terceirizados da limpeza conversando sobre a campanha contra as derrubadas de moradias populares e roubo de ambulantes pelo DF Legal, sendo muito bem recebidos, recebendo relatos e desabafos. A proposta é seguir fazendo trabalho de base em mais escolas até o dia da Assembleia Geral do Magistério dia 18 de março. Leia abaixo os textos do boletim Magistério Rebelde nº1:
Como se não bastasse o que fizeram na greve de 2025… Diretoria prepara golpe estatutário!
O primeiro semestre de 2025 foi marcado por uma greve histórica da categoria que expôs a crise profunda do modelo sindical representado pela atual diretoria do SINPRO, hegemônica há cerca de 30 anos pelo PT e PCdoB, que agora incorporou uma corrente do PSOL. O estopim foi a assembleia geral de 25 de junho, dia em que a diretoria aplicou seu golpe na categoria, utilizando métodos autocráticos para encerrar a greve, ignorando a decisão da base de continuar a luta. Esse episódio é a manifestação mais explícita das práticas pelegas da burocracia sindical, que vêm enfraquecendo a categoria e causando retrocessos em direitos há mais de uma década.
Durante o processo eleitoral, formou-se a Chapa 2 “Alternativa”, uma frente de grupos de oposição (da qual participa o Grupo Libertação Popular, junto com outros coletivos) com um programa focado em combater a burocratização (devolvendo poder às bases) e combater o peleguismo (rompendo conchavos com governos). A campanha da Chapa 2, embora tenha gerado entusiasmo nas escolas, não se converteu em votos suficientes, evidenciando o poder da máquina sindical e de suas “claques” (grupos de apoio acríticos) para se manter no poder.
Alertamos os professores sobre a continuidade desse projeto autoritário de poder. A atual diretoria, fortalecida pela vitória eleitoral e usando a estrutura do sindicato, pretende agora alterar o estatuto da entidade, aprofundando os mecanismos de controle e perpetuando a burocracia no comando de nossa entidade, aumentando ainda mais a distância entre a direção e a base da categoria. Como não conseguiram fazer isso no 13º Congresso dos Trabalhadores em Educação (CTE) por falta de quórum – tamanha a sua vontade de aplicar um golpe às escondidas, pelas costas da categoria – precisarão fazê-lo agora em alguma assembleia desse ano, aonde tentarão manipular novamente os resultados. É preciso ficarmos de olhos abertos para impedir esse golpe!
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