
Comunicado nº6 do Grupo Libertação Popular – GLP, Brasil, novembro de 2025.
Contato: glp.nacional@inventati.org
Aos militantes do movimento sindical, estudantil, operário e camponês; A juventude, as mulheres trabalhadoras, ao povo oprimido, negro e indígena; Aos sinceros lutadores do povo, em partidos, sindicatos, cooperativas e demais entidades; Ao bravo povo brasileiro de forma geral.
Escrevemos esse texto com o objetivo de contribuir para um diálogo coletivo sobre os rumos do movimento de massas no Brasil, a participação dos setores classistas e combativos na CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular – Conlutas) e sobre o papel dessa central na atual conjuntura.
Já estamos chegando ao final do governo burguês de Lula-Alckmin e, apesar de toda demagogia, a política econômica ultraliberal segue intacta, aprofundando a superexploração, a repressão, as privatizações e a dependência externa. Alguns salivam e se desesperam vendo o cenário perfeito para insistir no erro da “importância eleitoral” de 2026. Para nós, urge a necessidade de construir desde já um forte instrumento de luta da classe trabalhadora brasileira pautado pela independência de classe, ação direta e democracia operária, só possível sobre os escombros da velha política lulista, aburguesada e eleitoreira.
A origem da CSP-Conlutas e a intervenção classista e combativa
Desde o nascimento da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas) em 2004, passando pelo seu 1º Congresso em 2006, pela fundação da Assembleia Nacional de Estudantes Livre (ANEL) em 2009, por uma série de encontros e lutas nacionais antigovernistas, os setores classistas e combativos (que nós construímos) defenderam e disputaram os rumos dessa entidade. No congresso da Central em 2010, a mudança de nome, de Conlutas para CSP-Conlutas, foi a marca de mudanças muito mais profundas na política e estrutura da central, frutos dos acordos de cúpula entre PSTU e PSOL. Diante disso alguns setores classistas e combativos saíram da central.
A nossa crítica se pautava no abandono do projeto inicial da Conlutas de ruptura com o governismo, denunciávamos os setores majoritários (PSTU e PSOL) de levarem a cabo uma política “paragovernista”, ou seja, apesar de se afirmarem na oposição ao governismo sindical-popular e ao governo do PT, por suas políticas eleitoreiras e burocráticas não levavam a ruptura com o governismo até as últimas consequências, ao contrário, reforçavam ele, socorrendo-o quando ele já estava em crise profunda. O maior exemplo foi na revolta de junho de 2013, mas isso já se verificava em dezenas de casos.
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